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Eleições 2026 em Leopoldina: juíza eleitoral orienta eleitores para votação deste domingo

Eleições 2026 em Leopoldina: juíza eleitoral orienta eleitores para votação deste domingo
Dra. Mônica Barbosa dos Santos - Fotos: Jornal O Vigilante Online

Dra. Mônica Barbosa dos Santos afirmou com exclusividade ao jornal O Vigilante Online que estrutura está preparada para o pleito e esclarece dúvidas sobre documentos, “colinha”, celular, voto assistido, boca de urna e funcionamento das urnas

Leopoldina está preparada para receber os eleitores neste domingo, 4 de outubro, quando acontece o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. A votação será realizada das 8h às 17h, e o eleitor fará escolhas para deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República.

Às vésperas do pleito, o Jornal O Vigilante Online entrevistou a Dra. Mônica Barbosa dos Santos, Juíza de Direito titular da Vara Criminal, da Infância e da Juventude e de Execuções Penais da Comarca de Leopoldina, Diretora do Foro e Juíza Eleitoral responsável pela 161ª Zona Eleitoral de Minas Gerais.

Durante a entrevista, a magistrada falou sobre os preparativos para domingo, explicou o que o eleitor pode e não pode fazer e detalhou procedimentos adotados para garantir a segurança e a transparência da votação.

Segundo a juíza, a expectativa para o domingo é positiva e toda a estrutura necessária para a realização do pleito está sendo preparada. “A expectativa é a melhor possível, porque nós contamos com uma estrutura eleitoral nesta cidade, nesta comarca, de alto nível. Temos servidores muito comprometidos e muito qualificados”, afirmou.

Ela explicou que as urnas já estão preparadas para serem distribuídas às respectivas seções e que o planejamento envolvendo a segurança também foi realizado. “A questão da segurança pública já foi completamente alinhavada com todas as forças de segurança pública. Nós temos também uma estrutura de plantão do TRE”, explicou.

Para a magistrada, uma eleição exige preparação muito antes do dia em que o eleitor comparece às urnas. “É como um grande evento, porque efetivamente é um grande evento, é um evento da democracia”, destacou.

Documento e e-Título

Uma das principais orientações é que o eleitor confira antecipadamente seu local de votação e esteja com a documentação necessária.

A juíza recomenda a utilização do e-Título, que também permite consultar onde o eleitor deverá votar. É importante observar, porém, que o aplicativo só serve sozinho como documento de identificação quando apresenta a fotografia do eleitor. Caso contrário, é necessário apresentar documento oficial com foto.

Entre os documentos aceitos estão carteira de identidade, Carteira de Identidade Nacional (CIN), CNH, passaporte, carteira de trabalho física e carteira profissional reconhecida por lei.

“Qual é a vantagem do e-Título? Nele também indica o lugar da votação. Então, muitas pessoas também não sabem até agora onde vão votar”, explicou a magistrada.

Leve a “colinha”: serão seis escolhas

Outro ponto destacado na entrevista é a quantidade de votos que deverão ser registrados neste domingo. O eleitor fará seis escolhas, sendo duas delas para o Senado. Por isso, a recomendação é levar os números anotados em papel, a tradicional “colinha eleitoral”.

A ordem na urna será:

  • deputado federal – 4 dígitos;
  • deputado estadual – 5 dígitos;
  • senador – primeira vaga – 3 dígitos;
  • senador – segunda vaga – 3 dígitos;
  • governador – 2 dígitos;
  • presidente da República – 2 dígitos.

No caso do Senado, é necessário escolher dois candidatos diferentes. Se o eleitor digitar o mesmo candidato nas duas vagas, o segundo voto será anulado.

Camisa, boné e manifestação política

A Dra. Mônica também esclareceu uma dúvida recorrente sobre a manifestação política no dia da eleição. O eleitor pode comparecer usando, por exemplo, camisa, boné ou bóton relacionado ao candidato de sua preferência. A manifestação, entretanto, deve ser individual e silenciosa.

O que não é permitido é abordar outros eleitores para tentar convencê-los a votar em determinado candidato ou realizar atos que caracterizem boca de urna. “Ele pode se manifestar individualmente e de modo silencioso. Então, quero ir votar com a camisa do meu candidato, ok. Ele pode fazer isso. Ele só não pode exercer boca de urna de modo a influenciar outros eleitores”, explicou.

Celular pode chegar à seção, mas não entra na cabine

Outro alerta importante diz respeito ao telefone celular. O eleitor pode chegar à seção eleitoral com o aparelho — inclusive porque poderá apresentar o e-Título —, mas não poderá entrar com o celular na cabine de votação. Antes de se dirigir à urna, deverá seguir a orientação dos mesários e deixar o equipamento na mesa receptora.

A proibição também alcança máquinas fotográficas, filmadoras e outros equipamentos capazes de registrar o voto. A medida existe para preservar o sigilo do voto. “Você pode entrar na seção eleitoral com o telefone, até porque o título está baixado no telefone. Você não é permitido entrar na cabine de votação com o telefone porque é proibido tirar foto do voto”, explicou a juíza.

Segundo ela, impedir o registro do voto também protege o eleitor contra eventuais formas de coação.

Idosos e pessoas com deficiência podem ter auxílio

A entrevista também abordou a situação de eleitores que necessitam de auxílio para exercer o voto. Segundo a magistrada, pessoas com deficiência, idosos ou eleitores que, por alguma circunstância, tenham dificuldade para votar podem receber assistência, observadas as regras da Justiça Eleitoral.

A necessidade é apresentada na seção e avaliada pela mesa receptora. Quando admitida a assistência, o eleitor poderá contar com uma pessoa de sua confiança. “Pode ser um neto, pode ser um filho, pode ser um amigo. O importante é exercer o direito ao voto”, afirmou.

Votação termina às 17h, mas quem estiver na fila poderá votar

As seções eleitorais funcionarão das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Quem chegar ao local de votação e estiver na fila no momento do encerramento terá assegurado o direito de votar.

A juíza também explicou como ocorre o início e o encerramento da votação em cada urna. Antes do primeiro voto, é emitida a chamada zerésima, relatório que demonstra que não há votos registrados para nenhum candidato naquela urna.

Depois do encerramento, é emitido o Boletim de Urna (BU), documento que apresenta a quantidade de votos registrada naquela seção. “Cada urna, então, tem uma zerésima e um boletim de urna”, explicou.

A magistrada lembrou ainda que os boletins podem ser conferidos e que a Justiça Eleitoral disponibiliza o aplicativo Boletim na Mão, pelo qual é possível ler o QR Code do documento e consultar os resultados daquela urna.

161ª Zona Eleitoral reúne Leopoldina e Argirita

Durante a entrevista, Dra. Mônica lembrou que Leopoldina e Argirita compõem a 161ª Zona Eleitoral, permitindo o acompanhamento dos resultados das urnas dos dois municípios após o encerramento da votação.

➥ Leia também: Leopoldina inicia preparação das urnas eletrônicas para as Eleições 2026

Os boletins emitidos pelas urnas possibilitam que partidos, fiscais e cidadãos acompanhem e posteriormente comparem os números com a totalização divulgada pela Justiça Eleitoral.

Juíza pede responsabilidade e participação dos eleitores

Ao final da entrevista, Dra. Mônica Barbosa dos Santos deixou uma mensagem para quem irá às urnas neste domingo. A magistrada ressaltou a importância da participação do eleitor e defendeu que as escolhas sejam feitas de maneira consciente e responsável.

“A mensagem é do comprometimento, da responsabilidade”, afirmou.

Independentemente da preferência de cada eleitor, ela destacou que a decisão deve partir de uma avaliação consciente, e não simplesmente da indicação de terceiros. “Não importa em quem você queira votar, mas vote com consciência. Não vote porque fulano pediu para votar”, declarou.

E encerrou reforçando o chamado para que os eleitores participem do processo eleitoral: “Compareça, compareça com os números anotados”.

Neste domingo, portanto, os eleitores devem se preparar para uma votação mais longa, já que serão seis escolhas. Levar a colinha em papel, conferir antecipadamente o local de votação e separar o documento de identificação são medidas simples que podem agilizar o processo e reduzir as filas.

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