(32) 991734242 contato@ovigilanteonline.com

Ministério Público denuncia prefeito de Laranjal e dois servidores

Ministério Público denuncia prefeito de Laranjal e dois servidores

Motivo seria irregularidades em licitações de obras ocorridas em 2022

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal, ofereceu denúncia contra o prefeito, dois servidores e um trabalhador de uma construtora por irregularidades em licitações realizadas em Laranjal.

Segundo a denúncia, os fatos ocorreram ao longo de 2022 e estão relacionados à contratação de obras públicas, como construção de muros de contenção, pavimentação de ruas e reforma de uma quadra esportiva.

O documento pede a condenação dos denunciados por fraude em licitação. De acordo com o MPMG, as irregularidades resultaram em benefício indevido para a empresa favorecida e prejuízo ao erário municipal, estimado em cerca de R$ 177 mil.

A peça de denúncia sustenta que houve atuação conjunta entre agentes públicos e particulares para beneficiar uma única empresa vencedora de diferentes licitações realizadas pela Prefeitura de Laranjal.

continua depois da publicidade



De acordo com o MPMG, o grupo atuou para direcionar os resultados das licitações por meio da elaboração de editais com exigências fora do padrão normalmente adotado. Essas condições dificultavam a participação de outras empresas e favoreciam uma empresa específica, que atendia exatamente aos requisitos estabelecidos.

As investigações indicam que passaram a ser exigidos critérios incomuns para esse tipo de contratação, como determinados registros profissionais, parâmetros financeiros mais rigorosos e a presença de profissionais com qualificações específicas. Conforme apurado, essas exigências não eram utilizadas em licitações anteriores do próprio município e passaram a aparecer pouco antes dos processos investigados.

Esse cenário levou à redução da disputa entre empresas. Em alguns casos, houve participação limitada de concorrentes, e empresas interessadas foram desclassificadas por não conseguirem cumprir as exigências previstas nos editais.

Provas
Durante a apuração, o MPMG reuniu elementos técnicos e documentais que reforçam os indícios de irregularidades. Análises especializadas apontaram que as cláusulas inseridas nos editais restringiam a concorrência e contribuíam para o direcionamento dos resultados.

A investigação também identificou que alertas já haviam sido feitos internamente sobre a existência de exigências desnecessárias nas licitações. Além disso, depoimentos colhidos indicam que empresários consideraram incomuns as condições impostas para participação nos certames.

Outro ponto relevante foi a obtenção de mensagens, com autorização judicial, que indicariam articulações entre investigados sobre a condução dos processos licitatórios, incluindo informações sobre concorrentes e etapas das licitações.

A apuração também constatou que, em ao menos um dos contratos analisados, a obra chegou a ser licitada, mas não foi executada, conforme informações da própria administração municipal.

O Jornal entrou em contato com a Prefeitura de Argirita e aguarda retorno.

*Com MPMG


Confira aqui as principais notícias de Leopoldina e região





📱 Acompanhe o jornal O Vigilante Online no Facebook e Instagram





 

A cópia de conteúdo não é permitida