Ser mulher nunca foi fácil. Mas até quando será perigoso? | Por Ediene Barbosa
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Ser mulher nunca foi fácil. Mas até quando será perigoso? | Por Ediene Barbosa

Ser mulher nunca foi fácil. Mas até quando será perigoso? | Por Ediene Barbosa

Ser Mulher em Tempos Difíceis

Hoje começa a Semana da Mulher. As homenagens virão em forma de flores, mensagens bonitas e declarações públicas. Mas antes das flores, é preciso falar da realidade.

Ser mulher nunca foi simples. Mas há tempos em que essa condição exige ainda mais coragem.

Vivemos em uma era em que o feminicídio deixou de ser exceção para se tornar estatística recorrente nos noticiários. Em que a violência contra a mulher atravessa classes sociais, idades e fronteiras. Em que o desrespeito, muitas vezes, se disfarça de “brincadeira”, de “ciúme”, de “opinião”.

Todos os dias, mulheres são abusadas, perseguidas, silenciadas. Muitas ainda recebem salários menores exercendo as mesmas funções que homens. Outras carregam o peso do preconceito apenas por ocuparem espaços que antes lhes eram negados.

E, ainda assim, seguem.

Ser mulher é exercer múltiplos papéis sem direito a pausas prolongadas. É ser profissional dedicada, mãe presente, esposa, filha, amiga. É administrar o trabalho, a casa, as responsabilidades emocionais da família — e, muitas vezes, até o cuidado com o pet. É resolver conflitos, acolher dores, organizar rotinas e ainda encontrar forças para sorrir.

Há uma expectativa silenciosa de que a mulher dê conta de tudo — e dê conta bem.

Mas por trás dessa força existe cansaço. Existe medo. Existe indignação. Existe uma luta diária por respeito básico.

Ser mulher hoje é um ato de resistência.

E, ao mesmo tempo, é um milagre cotidiano. Porque mesmo diante das injustiças, ela constrói. Mesmo diante das covardias, ela protege. Mesmo diante das desigualdades, ela avança.

Não se trata de colocar mulheres contra homens. Trata-se de reconhecer que ainda há um caminho a percorrer para que respeito não seja exceção, mas regra.

Na Semana da Mulher, mais do que aplausos, que haja consciência.
Mais do que flores, que haja mudança de postura.
Mais do que discursos, que haja atitudes.

Porque a mulher não quer ser exaltada apenas por sua capacidade de suportar tudo.
Ela quer — e merece — viver com dignidade, segurança e igualdade.

Ediene Barbosa

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