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Alunos do SESI Leopoldina visitam Sítio Boa Esperança e conhecem de perto a produção do Guzerá Leiteiro Timoneiro

Alunos do SESI Leopoldina visitam Sítio Boa Esperança e conhecem de perto a produção do Guzerá Leiteiro Timoneiro

Atividade, realizada no dia 22 de setembro, integrou o Projeto Viva e proporcionou aos estudantes uma imersão na rotina, na tecnologia e na gestão de uma propriedade rural em Leopoldina

O Sítio Boa Esperança, em Leopoldina, abriu suas porteiras, no dia 22 de setembro de 2026, para receber uma comitiva de alunos da Escola SESI Leopoldina, acompanhados por professoras e pela coordenadora pedagógica da instituição. A atividade integrou as ações do Projeto Viva e proporcionou aos estudantes uma experiência prática sobre a realidade do campo, com destaque para tecnologia, gestão, sustentabilidade e produção agropecuária.

Recepcionados pelo gestor rural Djanir Baquêro, proprietário do Guzerá Leiteiro Timoneiro, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer diferentes setores da propriedade e acompanhar de perto atividades que fazem parte da rotina de uma fazenda produtiva.

A proposta foi promover uma verdadeira imersão na vida rural, demonstrando aos alunos como o conhecimento, a inovação, o planejamento e o manejo adequado podem contribuir para a produtividade e a sustentabilidade no campo.

Circuito de conhecimento
Durante a visita, os estudantes participaram de um circuito organizado em diferentes estações temáticas.

Um dos pontos apresentados foi o Projeto Barraginhas, iniciativa relacionada à diversificação e à organização da propriedade rural. Na sequência, o grupo conheceu a área de irrigação da capineira de Capiaçu e acompanhou explicações sobre o armazenamento do alimento em silos, procedimento importante para garantir a nutrição do rebanho durante todo o ano.

Os alunos também percorreram os piquetes de braquiária, conhecendo aspectos relacionados ao manejo das pastagens.

Após uma pausa para hidratação, a comitiva visitou o projeto piloto de Piscicultura Ornamental Timoneiro, ampliando o contato dos estudantes com outras possibilidades de produção desenvolvidas na propriedade.

A programação incluiu ainda a visita ao curral das vacas em lactação e ao bezerreiro. Nesses locais, os alunos puderam observar de perto aspectos da produção leiteira, incluindo a rotina de ordenha e os cuidados destinados aos animais jovens.

A história e o futuro do Guzerá Leiteiro
Outro momento de destaque foi a apresentação da história e das características da raça Guzerá.

Considerada uma raça de origem milenar, com registros históricos que remontam a milhares de anos, o Guzerá chegou ao Brasil na década de 1870, trazido da Índia pelo Barão de Duas Barras. A raça passou a integrar a história da pecuária brasileira e se tornou uma das pioneiras entre os zebuínos criados no país.

No Sítio Boa Esperança, o Guzerá Leiteiro Timoneiro desenvolve um trabalho de seleção voltado para a aptidão leiteira. Desde 2012, a propriedade realiza o Controle Leiteiro Oficial, com chancela da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

De acordo com as informações apresentadas durante a visita, a propriedade também trabalha com a meta de consolidar um rebanho 100% A2A2, acompanhando demandas relacionadas à saudabilidade e ao consumo de leite.

Para completar a experiência, os estudantes conheceram ainda uma pequena produção de café conilon cultivado no próprio quintal da propriedade e destinado ao consumo da família. A atividade foi apresentada como um exemplo da subsistência e do cuidado presente em diferentes aspectos da vida rural.

Aproximando estudantes da realidade do campo
Ao final da visita, Djanir Baquêro destacou a satisfação em receber os alunos e o corpo docente do SESI Leopoldina, ressaltando o interesse demonstrado pelos estudantes em conhecer os diferentes aspectos da atividade agropecuária.

Para o gestor rural, iniciativas como a promovida pelo Projeto Viva têm importância social por contribuírem para aproximar as realidades urbana e rural.

“É uma iniciativa extremamente importante que encurta distâncias e aproxima o meio urbano do meio rural. Cada propriedade possui peculiaridades distintas, mas nenhuma delas pode abrir mão de uma gestão eficiente, de assistência técnica qualificada e da aplicação rigorosa de tecnologias para garantir o sucesso e a sustentabilidade da atividade rural”, afirmou Djanir.

A visita ao Sítio Boa Esperança proporcionou aos estudantes uma oportunidade de transformar conteúdos e conceitos em uma experiência concreta, conhecendo os desafios, as tecnologias e os processos envolvidos na produção rural e, ao mesmo tempo, entrando em contato com a história e a tradição da pecuária leiteira em Leopoldina.

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