Terceira etapa da ação aconteceu em Eugenópolis, Juiz de Fora, Matias Barbosa e no Rio de Janeiro. Mais de R$ 8,4 milhões em bens e valores foram bloqueados.
Mais de 200 mandados foram cumpridos nesta quarta-feira (6) durante a terceira fase da operação ‘Ícaro’. O objetivo foi desarticular uma estrutura da facção Comando Vermelho na Zona da Mata mineira.
As ações ocorreram em Juiz de Fora, Eugenópolis, Matias Barbosa e no Rio de Janeiro.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Justiça determinou:
- 60 prisões, sendo 49 cumpridas;
- 80 mandados de busca e apreensão, dos quais 12 foram em presídios da região;
- 66 mandados de sequestro de veículos;
- e o bloqueio de R$ 8,4 milhões em bens e valores.
Em Juiz de Fora, a operação ocorreu em cinco bairros. “Nova Era, Dom Bosco, Vila Montanhesa, Grama e Vista Alegre. A principal atividade identificada nesses locais, que eram comandados pela facção, foi o tráfico de drogas”, disse o promotor de Justiça Roberto Pinheiro Silva Freire, titular da Comarca de Leopoldina.

“A operação atacou as lideranças da facção criminosa e também a estrutura de lavagem de dinheiro. Atuou ainda sobre gerentes operacionais e disciplinas regionais, que eram os integrantes responsáveis por monitorar o comportamento de membros da facção e de moradores da comunidade”, completou o promotor em coletiva realizada nesta quarta-feira (6).
Com base em provas produzidas na investigação, foram apresentadas nove denúncias contra diversos núcleos e células vinculadas ao Comando Vermelho na região.
A operação
De acordo com o Ministério Público, esta fase é considerada a maior operação já realizada contra a organização criminosa em Juiz de Fora.

A investigação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que mapeou a hierarquia e o fluxo financeiro do grupo. A primeira etapa da ação aconteceu no ano passado.
O cumprimento dos mandados mobilizou diversas forças de segurança de Minas Gerais, como a Polícia Militar, Bope, Rotam e Choque, além de promotores de Justiça, a 4ª Companhia Independente de Policiamento Especializado, agentes do Gaeco, Polícia Civil e Polícia Penal.
O nome ‘Ícaro’ reflete a tese da investigação e a tentativa de expansão da facção para se estabelecer em Minas Gerais culminou na queda, conforme o MPMG.
*Com G1 Zona da Mata
















