Cidades contabilizam 39 desaparecidos; 208 vítimas foram resgatadas com vida.
As fortes chuvas que atingem Juiz de Fora deixaram 24 mortos e mais de 3 mil pessoas desabrigadas. Na madrugada desta terça-feira (24), o município decretou estado de calamidade pública, e as aulas foram suspensas em todas as escolas da rede municipal.
O Corpo de Bombeiros também realiza buscas por pelo menos 39 desaparecidos. A Defesa Civil registrou mais de 500 ocorrências.
Em Ubá (foto abaixo), segundo o Corpo de Bombeiros, 6 pessoas morreram em decorrência da chuva e três estão desaparecidas. Na cidade, um rio transbordou na noite de segunda-feira (23), e a Avenida Beira Rio ficou tomada pela água.

Entre as vítimas da tragédia estão estudantes e uma professora. As mortes aconteceram nos bairros JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais para lamentar a situação das vítimas atingidas pelos temporais na região.
“Quero enviar meus profundos sentimentos às famílias que perderam seus lares e, o que é pior, os seus entes queridos. E me solidarizar com as autoridades e forças de segurança mineiras que estão trabalhando no resgate e no atendimento imediato à população prejudicada pela chuva”.
O governador Romeu Zema também decretou luto oficial de três dias em Minas Gerais.
O Ministério da Defesa, por sua vez, informou que foi acionado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para apoiar as ações de resposta à emergência em Juiz de Fora.
O pedido contempla a disponibilização de viaturas, o emprego de tropas para limpeza e desobstrução de vias públicas, a remoção de escombros, o apoio logístico, a organização de abrigos temporários e demais medidas necessárias, além do emprego de helicóptero em ações humanitárias.
O prefeito de Ubá, José Damato, confirmou que já houve contato com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, que autorizou o envio do Exército Brasileiro para auxiliar nas buscas e na desobstrução das vias.
Já a prefeita Margarida Salomão lamentou as mortes e disse que é “o dia mais triste do meu governo”.
*Com G1 Zona da Mata















