Projeto 'Mulheres em Dança - Elas por Elas em circulação' chega a Leopoldina
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Projeto ‘Mulheres em Dança – Elas por Elas em circulação’ chega a Leopoldina

Projeto ‘Mulheres em Dança – Elas por Elas em circulação’ chega a Leopoldina
Divulgação

Espetáculo acontece nesta sexta-feira no Auditório do CEFET-MG.

Leopoldina, Juiz de Fora e Viçosa recebem as dançarinas Márcia Fabiano Neves e Marise Dinis do ajuntamento Mulheres em Dança. O projeto propõe a apresentação do espetáculo “Elas por Elas” e uma oficina nas três cidades. O evento em Leopoldina acontece a partir das 20h no Auditório do CEFET-MG localizado à Rua José Peres, 558, Centro da cidade.

Em cada uma das cidades serão convidadas mulheres artistas locais, com trajetória artística e experiências no âmbito da improvisação e composição instantânea, para performar com a dupla. “Elas por Elas” surge, em 2018, como uma das proposições do Projeto Em PlaylistA que, à época, reunia seis artistas da Dança interessadas em explorar o universo feminino como mote para o exercício da criação e composição cênica em tempo real. Inicialmente, a peça tinha como objetivo reverenciar mulheres cuja atuação nas artes, nas ciências, na política e no cotidiano inspirava as dançarinas criadoras e, para tanto, elas se valiam de músicas, imagens, textos e das corporalidades inscritas em sua movimentação em cena.

Com o passar do tempo, “Elas por Elas” foi se reconfigurando e os dispositivos de elaboração dramatúrgica e criação da fisicalidade foram se expandindo. Destaca-se que, desde 2022, em virtude do surgimento do ajuntamento Mulheres em Dança, reformulação do Projeto Em PlaylistA, a realização da peça “Elas por Elas” impulsionou encontros com outras mulheres artistas, trazendo para o trabalho outras noções de feminino, outras realidades, outras inspirações e poéticas.

“A reestruturação que deu origem ao ajuntamento Mulheres em Dança se vincula ao momento pós-pandêmico em que nos dedicávamos à retomada de nossa atuação presencial, desejosas de inaugurar novos caminhos para a continuidade e manutenção de nosso trabalho. Assim, nos indagávamos sobre como gestar danças em diálogo com um cenário instável de, ainda, muita insegurança, cansaço e angústias, buscando reestabelecer o encontro e a confiança na transformação. Para tanto, havia a necessidade de renovação de procedimentos usados ao longo da pandemia; bem como de um maior aprofundamento das reflexões acerca da dimensão multifacetada do que se nomeia como feminino. Nesse sentido, a partilha de investigações acerca do exercício da improvisação com outras artistas da cena se tornou fundamental”, destaca a dançarina Marcia Neves.

OFICINA
Além da realização da apresentação de “Elas por Elas” em Juiz de Fora, Leopoldina e Viçosa, promovendo a descentralização de propostas artísticas no estado de Minas Gerais, o projeto oferecerá, como ação de contrapartida, uma oficina gratuita de 3h de duração, em cada uma dessas cidades. A iniciativa visa estreitar os laços com o público local e conhecer um pouco mais sobre as realidades de tais territórios no que tange a formação e produção em dança, bem como em outras áreas artísticas.
“Com a oficina atrelada ao espetáculo, a gente consegue compartilhar com as pessoas um pouco dos nossos processos de investigação, de estudo e de treino mesmo, em torno da improvisação em dança.

Dentro da temática do feminino, que se revela tão abrangente e tão repleta de singularidades, nuances e realidades diversas, concebemos a oficina como espaço de encontro e criação em experiência. Nesse espaço, queremos estreitar laços com as participantes que são mulheres de outros lugares, contextos e que, muitas vezes, vivem situações próximas às nossas; ou tão distintas que nos instigam a querer conhecer e dar voz a essas outras realidades dentro do complexo e intenso mundo feminino. Além disso, temos, também, a prática como docentes muito atrelada à nossa prática artística. As oficinas se filiam, portanto, ao nosso desejo de compartilhar nossas escolhas, experiências e vivências como artistas da dança com outras mulheres”, explica a dançarina Marise Dinis.

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CONVIDADAS EM CENA
As artistas convidadas poderão ter sua história profissional vinculada a áreas diversas, além da Dança, como Música, Fotografia, Audiovisual, Teatro ou Performance, visto que a proposição cênica “Elas por Elas” – embora esteja fortemente associada à Dança – possibilita a interlocução com outras linguagens, pois se ancora na prática da criação em tempo real. Além disso, as dançarinas cocriadoras do ajuntamento Mulheres em Dança têm como interesse estar em diálogo com diferentes áreas artísticas; o que se aprofundou durante a pandemia, em suas incursões no universo internético.

A circulação da proposição cênica “Elas por Elas” em cidades de Minas Gerais assinala a intenção de expandir o seu alcance, propiciando o contato de Mulheres em Dança com novos públicos, mas não só. Tal circulação almeja oportunizar a colaboração entre artistas atuantes em universos distintos, sabendo-se que trajetórias profissionais construídas no interior do estado são compostas de experiências e desafios no campo das artes que merecem ser reconhecidos e valorizados.

Letícia Nabuco e Thalita Reis serão as artistas convidadas nas cidades de Juiz de Fora e Leopoldina, assim como Laura Januzzi, que se dedicará à criação da trilha sonora ao vivo. O projeto “Mulheres em Dança – Elas por Elas em circulação” é realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo em Minas Gerais / Edital LPG 09 / 2023 – Programa de Mobilidade de Artistas, Grupos e Técnicos .

Márcia Fabiano Neves é dançarina-criadora, professora de dança e movimento, mestre em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG e uma das cofundadoras do Projeto Em PlaylistA e do ajuntamento Mulheres em Dança. Sua formação em dança abrange cursos e workshops na Europa e EUA, onde fez contato com abordagens somáticas para o estudo do movimento e buscou uma compreensão expandida acerca do engendramento das diferentes técnicas de dança moderna e sobre como a dança cênica se atualiza na perspectiva contemporânea. Tem trabalhos autorais produzidos individualmente e em colaboração com artistas interessadas/os/es em investigar abordagens técnicas e estéticas mais transversais no exercício da criação em dança. Entre esses estão Conjunção, criado em parceria com o grupo Ideia de Dança, e Attras verso e Attras verso, percurso 2, propostas cênicas inspiradas na obra do escritor italiano Italo Calvino. Em 2016, concebeu e cofundou a plataforma MULTIDANÇAS, que tinha como objetivo promover a cooperação e a contaminação entre artistas independentes. Em 2003, criou Em Trânsito, solo contemplado com recursos do Programa FID Território Minas. Em 1998, cofundou o Grupo Vis, que reunia artistas da Dança e Artes Visuais.

Marise Dinis é artista da dança, professora de dança, diretora artística e coreógrafa, com formação em cursos livres em Belo Horizonte e outras cidades do Brasil e da Europa. Iniciou seus estudos de dança, em 1983, no Ballet Nahra Azevedo e no 1º Ato Centro de Dança com aulas de jazz, dança moderna e dança clássica. De 1990 a 2001 integrou os grupos Camaleão, Meia Ponta e 1º Ato, tendo, neste último, atuado por 8 anos, participando ativamente da criação dos espetáculos: Tigarigari, Desiderium, Beijo nos olhos…na alma…na carne, A Breve Interrupção do Fim. De 2002 a 2004, viveu na Alemanha e pesquisou, em vários países da Europa, diferentes abordagens na dança contemporânea e improvisação (Katie Duck, Fin Walker, Pierre Droulers, Hisako Horikawa, Felix Ruckert). Em 2004, retornou ao Brasil e trabalhou como assistente de direção e professora de dança contemporânea da Cia. Palácio das Artes, como bailarina junto à Benvinda Cia de Dança e iniciou seu trabalho solo como intérprete criadora focado na dança contemporânea e improvisação.

Letícia Nabuco atua como artista da cena e do corpo, há 25 anos, nas áreas da Dança, Performance, Teatro e Vídeo. Dirige o Diversão & Arte Espaço Cultural em Juiz de Fora. É professora licenciada em Dança pela Faculdade Angel Vianna e pós-graduada em Sistema Laban/Bartenieff pela mesma instituição.

Thalita Reis é doutoranda em Educação (UFJF) e MA in Art/Contemporary Dance (University of Limerick, Irlanda). Suas investigações passam pela improvisação, dança, palhaçaria, audiovisual e Arte-Educação. Tem trabalhado como artista independente e professora. Seu último trabalho solo, Apartado, propõe um encontro entre a artista e as manifestações afrobrasileiras, entre a artista e o público, entre memória e presente.

Laura Januzzi – Um novo nome da chamada “Nova MPB”, Laura flerta com o folk, jazz e a música alternativa. Tornou-se cantora profissional aos 25 anos, escolhendo a carreira artística ao curso de medicina. Munida de um considerável repertório autoral, Laura estabelece parcerias com compositores, instrumentistas e diferentes artistas. Já venceu alguns festivais de música pelo Brasil e gravou um álbum.

SERVIÇO
Dia 16/08 – sexta-feira, em Leopoldina
CEFET – R. José Péres, 558 – Centro, Leopoldina
Oficina gratuita no espaço Sala de Arte CEFET – das 10h às 13h – nº de vagas: até 30 pessoas
que se identificam como mulheres. Inscrição via formulário que será disponibilizado, também,
no Instagram @mulheresemdanca.
Espetáculo “Elas por Elas”, no Auditório do CEFET, às 20h.
Dia 17/08, sábado, em Juiz de Fora
Diversão & Arte Espaço Cultural – R. Halfeld, 1322 – Centro, Juiz de Fora
Oficina gratuita – das 10h às 13h – nº de vagas: até 30 pessoas que se identificam como
mulheres. Inscrição via formulário que será disponibilizado, também, no Instagram
@mulheresemdanca.
Espetáculo “Elas por Elas”, às 20h.
Data a definir em outubro em Viçosa.

INSCRIÇÕES OFICINAS:
Inscrições via formulário que será disponibilizado no Instagram @mulheresemdanca e das
artistas convidadas e espaços parceiros.
Informações pelo e-mail mulheresemdanca2@gmail.com

Jornal O Vigilante Online com Ana Paula Valois


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