Comitiva levou seu apoio ao ato, realizado na manhã desta segunda, que reuniu cerca de 7 mil produtores rurais e autoridades de Minas, que assinaram um Manifesto com reivindicações, uma delas a suspensão das importações de leite em pó subsidiadas da Argentina e do Uruguai.


“Minas grita pelo leite” é o nome dado à manifestação realizada em Belo Horizonte nesta segunda-feira, dia 18 de março, na arena multiuso da Expo Minas. Mais de 7 mil produtores rurais participaram do ato, dentre eles uma comitiva organizada pelo Sindicato Rural de Leopoldina.
O movimento, organizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), mobilizou milhares de produtores rurais, lideranças de sindicatos e cooperativas, autoridades das esferas do Executivo e Legislativo, em busca de soluções para as questões de importação do leite, renegociação das dívidas e outros assuntos importantes envolvendo o produto.
De acordo com a Faemg, o Manifesto (foto) reivindica, entre outras iniciativas, a suspensão das importações (de leite em pó) subsidiadas da Argentina e do Uruguai ou adoção de medidas compensatórias ou salvaguardas imediatas; o Plano Nacional de Renegociação de Dívidas de todos os produtores de leite, a inserção permanente do leite nos Programas Sociais do Governo Federal e a ampliação da fiscalização no âmbito do Decreto 11.732/2023, que visa estimular a venda de leite in natura por meio de benefícios governamentais.

Conforme informações da Faemg/Senar, as importações predatórias de leite em pó do Mercosul, em especial da Argentina e do Uruguai, têm feito com que os pecuaristas brasileiros recebam cada vez menos pelo litro de leite produzido e não consigam arcar com os altos custos de produção.
O manifesto também foi assinado pelo governador de Minas, Romeu Zema, e pelo presidente da Faemg, Antônio de Salvo. O lançamento de um relógio que vai marcar quanto tempo até o Governo Federal dar resposta aos pleitos dos produtores de leite foi anunciado ao final do evento “Minas Grita pelo Leite!”. O dispositivo será colocado na entrada da sede do Sistema Faemg, na capital mineira.


Em declaração concedida ao Jornal O Vigilante Online, o presidente do Sindicato Rural de Leopoldina, Salviano Junqueira Ferraz, declarou: “Hoje, 18 de março de 2024, fomos a Belo Horizonte com 34 produtores da região, onde estavam presentes mais de 7 mil produtores do estado de Minas. Fomos reivindicar a não importação de leite subsidiado do Mercosul, países como Argentina e Uruguai. Como se isso não bastasse, os produtores de lá não sofrem com as obrigações sanitárias impostas a nós brasileiros. Se isso não acontecer, o Brasil corre o risco de ter o desabastecimento de leite”, comentou Salviano.
Jornal O Vigilante Online








