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Minas registra mais uma morte de bebê menor de 1 ano vítima da Covid-19

Minas registra mais uma morte de bebê menor de 1 ano vítima da Covid-19
Desde o início da pandemia, em março do ano passado, 28 crianças desta faixa etária já perderam a vida para a doença - Foto: Divulgação

Minas Gerais registrou, nesta segunda-feira (31), mais uma morte de um bebê menor de 1 ano por complicações provocadas pela Covid-19.

Desde o início da pandemia, em março do ano passado, 28 crianças desta faixa etária já perderam a vida para a doença, conforme dados do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

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O óbito faz parte do grupo de 40.497 mineiros vítimas da enfermidade. Nas últimas 24 horas, 45 mortes foram registradas no Estado.

Os dados do levantamento apontam, ainda, para 2.230 novos casos da doença confirmados em um dia. Ao todo, o coronavírus já contaminou 1,5 milhão de pessoas em território mineiro. Destas, 1,4 milhão já se recuperaram da enfermidade e outros 89.087 pacientes ainda estão em observação, internados ou em isolamento social.

Imunização

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Mais de 4,8 milhões de pessoas já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 em Minas até a manhã desta segunda. Deste grupo, 2,3 milhões tomaram a segunda aplicação e foram imunizados por completo, de acordo com dados do vacinômetro, painel da SES que monitora a campanha de vacinação.

Para todo o território mineiro, o Ministério da Saúde já disponibilizou mais de 10 milhões de doses do imunizante, sendo​ 8,8 milhões distribuídas aos municípios.

Sete a cada dez mortes por Covid em Minas ocorreram neste ano

Sete a cada dez mortes por Covid-19 registradas em Minas desde o início da pandemia aconteceram este ano. O Estado soma mais de 40 mil vidas perdidas. O número elevado de óbitos em 2021 é reflexo das variantes mais agressivas e do impacto do segundo pico da doença, sobretudo em março e abril. A situação ainda pode piorar com uma possível terceira onda do coronavírus e a circulação de nova mutação, de origem na Índia.

Segundo dados do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), 28 mil pessoas com a forma grave da enfermidade morreram desde janeiro – até o fim do ano passado, eram 11,9 mil. De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, o sistema de saúde está no limite.

“Não tivemos aquele intervalo longo entre a onda que passamos há pouco tempo e este momento de aumento de casos. Então, ainda não deu tempo de recuperarmos os estoques do kit intubação, que os leitos hospitalares reduzem a ocupação”, afirmou o chefe da pasta, em recente entrevista ao Hoje em Dia.

Para dar fôlego aos hospitais das regionais mais afetadas, o governo estadual está ampliando o número de leitos de UTI. “Não sabemos se será uma terceira onda, mas pode ser um pico. E qualquer pico com ocupação alta de CTI pode ser muito estressante para o sistema de saúde”.

Variantes
Na última quinta-feira, Minas registrou o primeiro caso da cepa indiana, em um morador de Juiz de Fora, na Zona da Mata. De acordo com o governo estadual, o paciente desembarcou da Índia em um aeroporto de São Paulo e, de lá, seguiu de carro até a cidade mineira.

Conforme a SES, 20 variantes do coronavírus já foram detectadas no Estado, duas consideradas como de atenção: a P.1, originária de Manaus, e a B.1.1.7, do Reino Unido. A P.2, do Rio de Janeiro, também pode ser potencialmente perigosa, mas faltam estudos aprofundados.

Segundo a secretaria, a vigilância é realizada pelas fundações Ezequiel Dias (Funed) e Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a UFMG.

Fonte: Jornal Hoje em Dia