Entenda por que Joaquim José da Silva Xavier tem um feriado e se tornou Patrono da Nação Brasileira
Ele é conhecido como o primeiro herói brasileiro, o Patrono da Nação Brasileira e também um dos maiores nomes da história do país. Tiradentes é o apelido de Joaquim José da Silva Xavier que além de dentista, também era minerador, comerciante, alferes da cavalaria de Dragões Reais de Minas.
Mas o que tornou mesmo Tiradentes conhecido e lembrado até os dias atuais foi o fato dele ter sido líder da Inconfidência Mineira, movimento contra o aumento de impostos.
Na obra, Os Heróis Brasileiros, do palestrante, escritor e aviador, Ruy Sodré, o herói é apresentado com destaque e, abaixo você confere quatro fatos sobre Tiradentes e por quê ele é lembrado até os dias atuais.
1) Um homem a frente do seu tempo, era conhecido por ser intelectual e ter se inspirado em ideias de revolucionários iluministas;
2) No dia 21 de abril de 1792, Tiradentes foi enforcado, esquartejado e decapitado em praça pública para ser um “exemplo” para toda a população;
3) A inciativa de tornar feriado nacional o dia 21 de abril, aconteceu em 1965, quando o então presidente marechal Castelo Branco sancionou a Lei Nº 4. 897, que o declarou patrono cívico da Nação Brasileira;
4) Tiradentes também está no Livro de Aço do Panteão da Pátria e da Liberdade, um memorial cívico que homenageia grandes personagens da história do país.
História de vida
Tiradentes nasceu em 1746, quando o Brasil ainda era colônia de Portugal.
Era filho de Domingos da Silva Santos e Maria Antônia Xavier.
Antes mesmo se tornar líder da Inconfidência Mineira, Joaquim José experimentou diversas funções. A primeira delas era a de dentista amador.
O apelido de Tiradentes veio por conta da profissão. Em seguida, o jovem tentou trabalhar como tropeiro. Sua principal função era conduzir tropas de animais e transportar mercadorias.
Entretanto, a atividade como tropeiro não deu certo. Depois, Tiradentes foi minerador e mascate, principalmente, trabalhando como mercador ambulante. Mais um vez, o trabalho não fluiu.
Mais tarde, Joaquim José conseguiu ingressar, como alferes, na força militar da Capitania de Minas Gerais, na época chamada de cavalaria de Dragões Reais de Minas. O posto de alfares era uma patente abaixo da posição de tenente.
Os ideais iluministas
Em síntese, Joaquim José era curioso e observador. Ou seja, gostava sempre de estudar conteúdos históricos, entender a conjuntura que regia os países e se contextualizar com a história do país, apesar de não ser considerado um intelectual.
Nesse sentido, um dos focos de Tiradentes era a Constituição dos Estados Unidos, país que tinha acabado de se tornar independente, em 1776.
Com os anos, Joaquim José começou a elaborar ideias políticas que contrariavam os moradores de Vila Rica. Na época, Vila Rica era o centro da mineração no Brasil e os habitantes seguiam com as obrigações impostas por Portugal.
Durante este período, intelectuais como Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga tinham acabo de voltar de Coimbra. Os intelectuais trouxeram para o Brasil os ideais iluministas que corriam pela Europa do século XVIII.
Imediatamente, Tiradentes se juntou aos intelectuais iluministas e começou a elaborar estratégias para tirar o governador da Capitania de Minas, Visconde de Barbacena, do poder.
O movimento separatista, conhecido como Inconfidência Mineira, tinha como principal objetivo diminuir o poder de Portugal sobre o Brasil e acabar com as cobranças de impostos, como o quinto e a derrama, por parte da metrópole.
A Inconfidência Mineira
Os integrantes do movimento separatista ficaram conhecidos como inconfidentes. A maioria era membro da elite mineira, com exceção de Tiradentes. Porém, Joaquim José ficou conhecido como o líder das estratégias políticas.

A princípio, as ações do movimento começaram a ser planejadas em 1788. Além disso, Tiradentes almejava a morte do governador da Capitania, Visconde de Barbacena. Porém, o líder do movimento não conseguiu seguir com os planos.
Isso porque, as reuniões e estratégias foram entregues ao governo por parte de um dos confidentes, chamado de José Silvério dos Reis. Dessa forma, o governador mandou prender todos os integrantes do movimento.
Prisão e condenação de Tiradentes
Após José Silveiro delatar os planos dos inconfidentes, os integrantes do movimento foram presos e condenados. Na prisão, os principais líderes não confessaram as ações que estavam planejando.
Isso porque, os inconfidentes tinham medo das punições e, até mesmo, da pena de morte. Dessa forma, Tiradentes foi o único dos inconfidentes a confessar todas as ações do movimento separatista.

Por conta disso, foi condenado à pena de morte. Assim, Joaquim José foi enforcado em praça pública, além de ter o corpo esquartejado e a cabeça exposta para a população de Vila Rica.
Após a morte de Tiradentes, o mineiro foi considerado herói nacional por ter lutado pela independência. Portanto, sua figura foi marcada como herói da nação, principalmente, após a Independência e Proclamação da República.
Durante o Regime Militar, por exemplo, o então presidente marechal Castelo Branco, sancionou a Lei Nº 4.897 que atribuiu à Tiradentes o título de Patrono da Nação Brasileira.
A lei foi oficializada no dia 9 de dezembro e tronou o dia 21 de abril – dia em que Tiradentes foi enforcado – como feriado nacional.
Tiradentes como herói nacional
Em síntese, após a Independência do Brasil e a Proclamação da República a imagem de Tiradentes começou a ser resgatada como herói nacional. Isso porque, o país passava pelo processo de identidade nacional.
Ou seja, Tiradentes foi visto como um dos principais líderes que lutaram pela liberdade e independência do Brasil. Como forma de homenagear o líder da Inconfidência Mineira, vários monumentos foram construídos.
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