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Homenagem: 89 anos do Cecêu do Açougue em Leopoldina

Homenagem: 89 anos do Cecêu do Açougue em Leopoldina
Registro do aniversário de 89 anos do Cecêu. (25/01/2021) - Foto: Arquivo de família

O leopoldinense Sebastião de Oliveira Machado, mais conhecido pelo apelido de Cecêu do Açougue, vai comemorar 7 décadas do açougue que leva seu nome.

O patrimônio histórico e cultural de uma cidade é composto por vários elementos, dos quais podemos destacar o seu conjunto arquitetônico, suas obras de arte, seus monumentos, obras literárias e seus autores, narrativas, acervos de documentos públicos, fotografias, dentre outros.

Desde que foi fundado em Leopoldina em março de 1993, o Jornal O Vigilante Online tem procurado ao longo dos anos homenagear figuras que fazem parte do dia a dia do município, como o Sr. Sebastião de Oliveira Machado, o Cecêu do Açougue.

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Filho do casal Antônio de Oliveira e Dejanira Machado de Oliveira, Sebastião de Oliveira Machado, 89 anos de idade, nasceu em Leopoldina no dia 25 de janeiro de 1932.

Casamento do casal (09/05/1954)

Cecêu, como é conhecido e chamado até hoje, cresceu e amadureceu numa Leopoldina da primeira metade do século XX, acompanhou o desenvolvimento de sua terra natal e do país, constituiu sua família ao casar-se com a Sra. Anna Rodrigues de Oliveira (falecida em 17 de maio de 2017).

O casal teve seis filhos: Fátima Aparecida de Oliveira Morais (falecida há 8 anos), Maria do Carmo Oliveira Meneguite, Nilton Antônio de Oliveira, Márcio Rodrigues de Oliveira, Marcelo Rodrigues de Oliveira e Ana Cristina Rodrigues de Oliveira; onze netos: Saulo, Emiliana, Sabrina, Caio, Marcelo, Mariana, Maria Luiza, Arnon, Marina, Lorena, Helena e dois bisnetos: Guilherme e Luiz Felipe.

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Cecêu fez o alistamento militar e em 1950 serviu ao Exército Brasileiro em Juiz de Fora. Em seguida, 1952, o Açougue do Cecêu, como é conhecido em toda Leopoldina e também em outras cidades e estados, começou suas atividades na Rua João Neto, no Bairro Mina de Ouro.

Conforme o próprio Cecêu revelou à Reportagem, a compra do açougue, aos 19 anos de idade, marcou sua vida. “Na época eu era funcionário do açougue e seu proprietário era o senhor José de Oliveira Vargas. Ele mesmo me deu um prazo de 2 anos para quitar a compra. Porém, com seis meses de trabalho eu consegui este mérito.”

Antigo Açougue, Rua João Neto (1964)

Prestes a completar 7 décadas em 2022 e um dos mais tradicionais do município, o estabelecimento atualmente comercializa linguiça de porco pura defumada, chouriço, torresmo, bifes empanados, rocamboles, carnes em geral e artigos de mercearia.

Cecêu é daqueles personagens que inegavelmente transformou-se em testemunha viva da história, ele que atravessou o período do regime militar e vinte anos mais tarde assistiu à redemocratização do Brasil; vibrou com as conquistas da Seleção Brasileira de Futebol desde 1958, dentre tantas páginas da história nacional e local.

A Reportagem encaminhou perguntas à família de Cecêu, respeitando as medidas de distanciamento social devido à pandemia do novocoronavírus. Indagado sobre o que ele acha da Leopoldina atual em relação à Leopoldina da sua juventude, Cecêu comentou: “As coisas mudaram muito, na minha época era diferente e bem melhor.” Perguntamos ao entrevistado qual o seu time de futebol, e ele respondeu: “Torcedor do Fluminense do Rio de Janeiro.” Uma saudade: “Minha esposa, minha filha e a vida do campo.” Cantores(as) e músicas favoritos: “Nelson Gonçalves – Música: A volta do Boêmio”

Ao final da matéria, a família de Cecêu dedicou e encaminhou a ele uma singela homenagem. Confira:

Nosso querido pai, são poucas as palavras que são úteis quando queremos falar de você. Olhar para seu exemplo, a sua história, o zelo que sempre demonstrou para com toda a família, as batalhas que travou para que todos tivéssemos uma vida satisfatória, só nos faz ter um grande sentimento de gratidão. Você nos colocou em primeiro lugar na sua vida sempre e isso fez de você um excelente marido e um maravilhoso pai.

Você, pai, é o melhor do mundo e temos muito que lhe agradecer. Desde que nos lembramos de ser gente, você sempre esteve por perto. Atento à tudo, carinhoso, presente, nos apoiando em todas nossas escolhas, ensinando-nos a respeitar o próximo, nos ajudando nos momentos difíceis e superando as barreiras da vida.

Para as alegrias e para as tristezas sempre contamos com você. Você é nosso amigo, é aquele em quem confiamos plenamente e que sabemos que apenas quer o nosso bem. Não podemos nos esquecer da mamãe, mulher maravilhosa que esteve ao seu lado em todos os momentos de nossas vidas, tudo daquilo que hoje somos aprendemos com vocês. Um exemplo de casal que viveu 64 anos juntos, sempre com muito amor e companheirismo. À vocês agradecemos de coração por tudo e por tanto, pela dádiva da vida, e até hoje, por terem sido nossos pilares e nossos exemplos!

Hoje, pai, com 89 anos de idade, só temos à agradecer o que o senhor fez e faz pela nossa família. Deus foi muito generoso conosco, e nosso coração exala em gratidão e felicidade por ser uma família tão unida e maravilhosa.

Obrigado, com amor sua família.

Comemoração dos 50 anos de casados (2004).

Jornal O Vigilante Online

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By Colunista / 25/04/2021 - 09:30 / 0 Comments