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Discurso de Amanda Gorman | Por Orlando Macedo

Colunista | Artigo - 24/01/2021 - 09:23 | Atualizado: 24/01/2021 - 10:01


Por Orlando Macedo
Queridos leitores, me chamou muita atenção o discurso de uma pequena e jovem menina na posse do Presidente Biden. Em meio a tempos tão conturbados, palavras fortes, mas de esperança. Fiz uma livre tradução para que ele possa chegar ao maior número de pessoas possível.

Quando chega o dia de nos perguntarmos onde encontrar luz nestes tempos de trevas infinitas? A perda que carregamos é um mar que devemos atravessar. Enfrentamos as entranhas da besta. Aprendemos que silêncio nem sempre é paz. Normas e noção de o que é justo nem sempre é justiça.
E então, o alvorecer aparece antes mesmo de notarmos.

De alguma maneira conseguimos.


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De alguma maneira resistimos e testemunhamos uma nação que não estava ruída, estava apenas incompleta. Nós, de uma nação onde uma garota preta magrela, descendente de escravos e criada por uma mãe solteira pode sonhar em ser Presidente simplesmente por estar recitando para um.

E, sim, estamos longe de ser polidos ou imaculados, mas isto não significa que não estamos buscando uma nação perfeita. Estamos nos esforçando para formar uma nação com propósito. Para compor um país comprometido com todas as culturas, todas as cores, características e condições humanas.

E então levantamos nossos olhares não para aquilo que está diante de nós, mas para aquilo que está atrás de nós. Encerramos as divisões porque para colocar o futuro em primeiro lugar temos que começar deixando de lado nossas diferenças. Abaixamos nossos braços para que nossas mãos encontrem as mãos de outros. Não queremos o mal de ninguém, queremos o bem de todos. 

Deixe o mundo ou outra coisa mais dizer que isto é verdade. Que mesmo quando lamentamos, nós crescemos. Mesmo quando nos machucamos, temos esperança. Mesmo quando estamos cansados, tentaremos estar atrelados para sempre a vitória. Não porque eventualmente perderemos, mas porque nunca mais semearemos a divisão.

As escrituras nos dizem que para visualizar que todos irão sentar sob suas vinhas e figueiras e ninguém deverá amedrontá-los. Se é para vivermos esses tempos, a vitória não surgirá da espada, mas das pontes que construirmos. Essa é a promessa que almejamos, a montanha que escalaremos, se ousarmos. 

É porque ser americano é mais que o orgulho que herdamos. É o passado onde passamos e como fazer para consertá-lo. Vimos uma floresta que mais abalou nossa nação do que a dividiu. Que poderia ter nos destruído se isso significasse deter a democracia. E esse esforço quase foi bem-sucedido. Mas mesmo que a democracia possa ser retardada, ela não pode ser detida para sempre. Nessa verdade, nessa fé que confiamos enquanto temos o olho no futuro faz com que a história deite seus olhos sobre nós.

Essa é a era apenas da redenção. Nós temíamos isso desde o princípio. Não nos sentíamos preparados para sermos herdeiros de coisas tão terríveis, mas com isso descobrimos forças para sermos autores de um novo capítulo, oferecer esperança e rirmos internamente quando formos perguntados: como prevalecemos sob tal catástrofe? Dizemos agora: como tal catástrofe poderia prevalecer sobre nós?

Não vamos marchar para o que éramos, mas nos movermos para o que uma nação deve ser, uma nação machucada, mas inteira; benevolente, mas intensa, feroz e livre.


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Não vamos virar as costas ou nos acovardar com intimidações porque sabemos que nossa inércia e falta de ação serão herdadas pela próxima geração. Nossas burrices serão nosso fardo.

Mas uma coisa é certa, se soubermos misturar misericórdia com poder e poder com justiça, então o amor será nosso legado para as crianças a nascer. Então, vamos deixar para trás uma nação melhor do que aquela que nos deixaram.

Cada suspiro do meu peito forjado em bronze vai transformar um mundo machucado em um mundo maravilhoso. Nos levantaremos das montanhas douradas do Oeste. Nos levantaremos do Nordeste onde nossos antepassados fizeram a primeira revolução. Nos levantaremos das cidades a beira de lagos do Meio-Oeste. Nos levantaremos do sol escaldante do Sul. 

Nós reconstruiremos, reconciliaremos e recuperaremos cada recanto conhecido de nossa nação, em cada esquina de nosso assim chamado país nosso lindo e diversificado povo emergirá esfarrapado, mas belo. Quando os dias vierem, sairemos das sombras reluzentes e destemidos. Um novo alvorecer assim que o libertamos. A partir daí, sempre será luz. Se formos bravos o bastante para vê-lo. Se formos bravos o bastante para sê-lo!



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