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Ensino remoto de Educação Física na Educação Básica durante a quarentena | Por Fernanda Barbosa e Villy França

Colunista | Artigo - 08/11/2020 - 13:55 | Atualizado: 11/11/2020 - 21:28


Fernanda Barbosa - Colunista O Vigilante Online
A pandemia do Coronavírus afetou importantes aspectos das nossas vidas, inclusive a Educação. Com escolas fechadas no mundo todo, os professores se viram obrigados a darem suas aulas a distância, muitas vezes sem apoio técnico e tecnológico. Esse desafio é ainda maior na Educação Física, que envolve atividades práticas e muito movimento.

Primeiramente, é importante esclarecer que não vamos tratar de todo o ensino remoto. Nosso foco é, especificamente, o ensino da disciplina Educação Física durante a quarentena. Por isso, essa descrição não serve para generalizar todo o processo de adequação e realização da educação virtual. Outra particularidade que deve ser destacada, é que um dos autores do texto, o professor Villy França, trabalha em uma escola particular, uma escola da rede estadual e outra da rede municipal. Levando-se em consideração realidades tão distintas, seria importante buscarmos as relações que as tornam tão diferentes em nosso ensino remoto e que também despertam muita curiosidade, pois como ministrar uma aula de Educação Física sem que o aluno e o professor interajam? 

O ensino remoto, não pode ser encarado apenas como um fator limitante. Ele nos trouxe muitas possibilidades diferentes e se mostrou eficiente em alguns aspectos, por exemplo, aumentando o protagonismo do aluno, inserindo a família verdadeiramente no processo de aprendizagem e o professor se reinventando e dispondo a achar soluções interativas para motivar e fazer com que o aluno aprenda.  


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O aluno protagonista sempre foi um desejo para os que enxergam, nos novos rumos da Educação, uma maior autonomia no aprender, no brincar e nas trocas de experiências. Esse processo vivido na quarentena não exprime o conceito real de autonomia, mas sucinta essa visão humanizada de como deveria ser o ensino nas salas de aula. Na retomada das aulas presenciais, seria importante que essa dinâmica não se perdesse. 

A família sempre foi parte fundamental no processo de formação, não só humana, mas acadêmica estudante, porém, cada vez mais tem delegado essas duas funções à escola. Nesse período, tem exercido uma função proeminente nesse processo, pois é ela que conduz o ritmo, o tempo e o espaço de aprendizagem do aluno. 

O professor que se inibia com o uso da tecnologia para planejar e organizar suas aulas, hoje não pode se abster dela. Por esses motivos, trazemos uma percepção otimista para um tempo extremamente obscuro. Não queremos fazer parecer que tudo está dando certo, pelo contrário, os prejuízos são enormes, mas para que pudéssemos buscar motivações pessoais e para os nossos alunos, foi preciso que os professores enxergassem possibilidades onde haviam incertezas e medos. Assim, construímos estratégias para elaborar aulas e interagir com os estudantes e familiares. “A escola particular me proporciona estar online e ao vivo com meus alunos. Uma vantagem enorme em relação à escola pública, pois não perco o vínculo a partir do contato, mesmo que não seja físico, com os mesmos.”– Villy França (foto abaixo).

“Na escola pública, onde meu instrumento de trabalho é o WhatsApp, dependo mais ainda das famílias. Minhas intervenções continuam acontecendo da mesma forma que na escola (duas vezes por semana). Organizo meu material nos formatos PDF ou JPEG e, a partir das postagens, recebo as atividades práticas executadas pelos alunos através de fotos e vídeos. ”– Villy França

É de fundamental importância dizer que não estamos atingindo a todos os alunos da mesma forma e que isso faz parte do processo. Presencialmente isso não seria diferente, pois cada discente tem seu ritmo de aprendizagem, porém, a nossa percepção dessa dificuldade fica muito mais evidente pessoalmente.

Diante da nossa realidade e do que nos foi oferecido, temos plena convicção que os professores estão dando o seu melhor e que cada família comprometida está se esforçando ao máximo para que os danos dessa quarentena no ensino regular, sejam minimizados.

Escrito por Fernanda Barbosa e Villy França. 



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