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Posso comprar genérico ou tem que ser o de marca? | Por Dr. Emerson de Paula Santos

Colunista | Artigo - 11/10/2020 - 17:28 | Atualizado: 11/10/2020 - 17:35


Dr. Emerson de Paula Santos.
Hoje eu venho responder a uma pergunta muito frequente que eu recebo dos pacientes. E é muito importante, eu desde já deixar claro, que o que eu falo aqui é uma opinião própria, baseada no aprendizado passado pelos mestres e, se algum médico aí estiver me ouvindo, posso dizer que é baixo nível de evidencia e grau de recomendação, uma vez que é minha opinião apenas.

A pergunta é a seguinte: Doutor, posso comprar genérico ou tem que ser o de marca?

Vejam bem, essa é a principal pergunta, mas podemos desdobrar ela em outras questões. E nesse caso poderíamos incluir uma breve discussão também sobre os similares e sobre os manipulados. O que eu vou dizer a frente é exatamente o que eu oriento aos meus pacientes.

A primeira consideração a fazer é: o tratamento não feito de forma unilateral. Ou seja, não adianta o médico prescrever uma medicação sem entender o contexto do paciente. Por exemplo, nada adianta na receita constar uma medicação de altíssima eficácia, mas com um custo muito elevado que o paciente não poderá arcar de forma duradoura. Esse é o primeiro ponto a entrar em acordo com o paciente. Eu habitualmente explico a duração prevista do tratamento e pergunto se um valor aproximado de “tantos reais por mês” caberia no orçamento para aquela medicação. É aí que costuma vir a nossa pergunta principal.


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Às vezes ela vem junto com uma: “Tem diferença do genérico para o original?”. Eu costumo explicar da seguinte forma. Existe uma norma da agência fiscalizadora que autoriza que os medicamentos tenham uma margem de variação da substância ativa quando comparada ao produto de referência. Essa é uma das diferenças.

O que eu em seguida proponho é: vamos tentar iniciar o tratamento no período inicial onde veremos a resposta da substância com uma medicação de um laboratório de confiança, pode ser o original de referência ou outro. Caso observemos uma boa resposta da substância, poderemos trocar para outro de menor custo e observar a manutenção da resposta. Isso porque na garantia de um produto de qualidade sendo administrado, não há o risco de se pensar em falha da medicação de forma indevida.

Em relação aos laboratórios, eu reconheço que costumo recomendar alguns cujo reconhecimento de qualidade atendem a requisitos sanitários e comerciais bem estabelecidos.

Essas considerações acima valem da mesma forma para os produtos manipulados. Nesses há também a ressalva em relação à facilidade de obtenção da matéria-prima, ou seja, substâncias que já são consagradas e já estão a muitos anos no mercado e substâncias novas recém introduzidas.

Outra consideração importante é em relação às marcas. Existe também uma variabilidade, como vimos acima, na concentração das substâncias entre diferentes marca e fabricantes. Dessa forma, optando por um laboratório que seja de qualidade inicialmente, eu peço que evite a troca de marca.

Bem, espero que tenha conseguido clarear um pouco o entendimento sobre essa questão. Qualquer dúvida estou sempre disponível pelo Instagram dr.emerson.neurologista.

Abraços.

Dr. Emerson de Paula Santos
Médico Neurologista



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