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Getúlio Vargas

Colunista | Eugenio Pacelli | Artigo - 21/06/2020 - 16:30 | Atualizado: 21/06/2020 - 17:45


Por Eugenio Pacelli
Este ano, em outubro, comemora-se 70 anos da eleição de Getúlio Vargas para presidente do Brasil.  O “velhinho” voltava à presidência nos braços do povo. A minha relação com este personagem histórico sempre foi cheia de “idas e vindas”. Na infância ouvia sempre minha mãe falar de Getúlio como “O pai dos pobres”. Ela era uma “Getulista” de primeira ordem e eu, ainda muito jovem para entender de política, admirava Getúlio principalmente por causa da idolatria que ela tinha por ele, afinal foi Getúlio quem criou a CLT, direito a férias, ao descanso semanal, os correios, a carteira de trabalho, etc. Era a imagem do estadista que eu conhecia.

Na minha adolescência, aprendi outras coisas em história e descobri os “porões do Estado Novo”. Como podia um estadista usar da força e da ditadura para governar seu povo? A partir daí, para tristeza de minha mãe, passei a enxergar Getúlio Vargas com “outros olhos” e o estadista da minha infância se transformou no ditador do Estado Novo.


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Hoje, já bem mais amadurecido, analiso as atitudes deste político de outra forma. Não tenho dúvidas que em boa parte de seus 18 anos de governo agiu com a força dos regimes de exceção, mas mesmo nesta época criou, como já disse, leis fundamentais para proteger os trabalhadores e ainda neste período, por mais contraditório que possa parecer, ao invés de se aliar aos regimes fascistas de Hitler e Mussoline na 2ª guerra mundial, aliou-se às nações livres e democráticas que os enfrentavam. E, claro, é preciso contextualizar Getúlio em sua época, onde, infelizmente, o normal, na maioria dos países, eram os regimes de exceção.

Realmente, é muito difícil entender toda complexidade deste homem. Talvez a melhor forma de defini-lo seja usando a frase de um poeta: enquanto político ele era “o avesso, do avesso, do avesso, do avesso". Hoje, na minha maturidade, para homenageá-lo e, claro, também minha mãe, posso defini-lo como o maior estadista que o Brasil já teve, porque errando e acertando, às vezes com métodos até duvidosos, trabalhou sempre para o bem do povo brasileiro e principalmente dos menos favorecidos e é o que se espera de nossos governantes e, no mundo de hoje, isso precisa ser feito respeitando a democracia, a liberdade de imprensa e os direitos humanos.

Viva o estadista Getúlio Vargas!

Fonte: Jornal O Vigilante Online



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