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Como aprender qualquer coisa em 20 horas

Colunista | Artigo - 21/04/2020 - 19:41 | Atualizado: 29/04/2020 - 11:50


Por Cristina Vassalli
A teoria é de autoria do americano Josh Kauffman, consultor, pesquisador, escritor de negócios, empreendedor, trabalha com aquisição de habilidades, produtividade, psicologia comportamental, design de sistemas e otimização. Josh é autor do livro  “As Primeiras 20 horas: como aprender qualquer coisa... rápido”. O livro logo entrou na lista dos mais vendidos nos EUA.

Josh se descreve como uma pessoa muito estudiosa (nerd), porém, há alguns anos tornou-se pai e percebeu que a prioridade de sua vida tinha mudado e que boa parte de seu tempo seria dedicado a dar atenção à sua filha. Como pesquisador e estudioso não ter tempo suficiente para se dedicar a seu ofício seria desastroso.

Na crise, a oportunidade...

Assim, ele procurou descobrir uma forma de acelerar e otimizar seu aprendizado. Por meio de consultas a diversas fontes, ele encontrou a teoria das 10.000 horas, do professor K. Anders Ericsson, que mostrava quanto tempo uma pessoa leva para executar seu ofício com alta performance ou seja, chegar ao auge em uma atividade. Quanto maior a prática, maior o tempo investido praticando um ofício, melhores os resultados. A pesquisa foi feitas com atletas profissionais, músicos de nível mundial e grandes mestres de xadrez, altamente competitivos em suas áreas e com alta performance.

Mas, atualmente lidamos com um volume imenso de informações, precisamos desenvolver diversas habilidades simultaneamente, independente da profissão que escolhemos e para praticar 10.000 horas, precisaríamos  focar 18 horas por dia, todos os dias, sem exceção, para concluir um aprendizado em 1 ano e 7 meses... Você tem todo esse tempo? 

Aprofundando no assunto, Kauffman encontrou um estudo elaborado por peritos da Universidade do Colorado, que fizeram experimentos onde instruíam as pessoas a realizarem uma habilidade motora/cognitiva e/ou uma tarefa que requeria habilidade mental, marcando quanto tempo cada participante levava para concluir a tarefa.

Eles verificaram que, no início, levava-se muito tempo para adquirir praticidade, porque era algo novo e assim, o desempenho dos participantes era péssimo. Mas, com um pouco de prática, o desempenho melhorava cada vez mais, ou seja, se tornavam bons na ação com a repetição e um pouco de prática apenas.


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A partir de então, Kauffman chegou à conclusão de que precisamos de 20 horas de prática para começar algo, partindo da total incompetência para nos tornarmos razoavelmente bons. Podemos começar qualquer atividade partindo do zero, do ponto de quem não sabe absolutamente nada para a prática focada nisso. E, com apenas 45 minutos de prática diária, completamos as 20 horas em um mês e mesmo falhando alguns dias, esse total não seria tão difícil de se atingir.

O que você deseja aprender que está protelando por achar difícil demais?

Talvez um novo idioma, algum esporte, tocar algum instrumento musical, adquirir uma nova habilidade, praticar  atividade física, consolidar um hábito alimentar saudável, meditar, aprender a dirigir, adquirir mais conhecimento...

Você sabia que existe um passo a passo, um método eficiente, em 4 tópicos para nos fazer investir essas 20 horas em um novo aprendizado? São eles:

• Decompor a habilidade – o que queremos ser capazes de fazer quando acabarmos de aprender? Devemos dividir a habilidade em pequenos pedaços. Para se ter uma habilidade completa precisamos de grandes pacotes de informações diferentes. Então divida a habilidade necessária em tópicos menores.

• Aprender o suficiente para se autocorrigir -  escolha entre 3 a 5 recursos sobre a habilidade que está aprendendo, podendo ser livros, dvd, cursos, palestras etc, utilizando como fonte de consulta e aprofundamento. Observe se está cometendo algum erro e corrija suas ações. Mas não vale dizer que vai ler 30 livros para se sentir pronto. Isso só vai fazer você cair na armadilha do conhecimento.

• Remover as barreiras para praticar – quais suas principais barreiras ou distrações? Tv, séries do Netflix, conversas paralelas, celular, redes sociais, baixa energia e disposição, barulho, excesso de afazeres. Elimine as interferências internas e externas.

• Praticar por pelo menos 20 horas – somando os 3 itens anteriores, partimos para a ação. É nesse momento que devemos estar atentos para ultrapassar a “barreira da frustração”, aquela que nos impede de assentar e fazer o que nós devemos fazer. O simples ato de nos comprometer a praticar o que quer que seja, com foco, por pelo menos 20h, nos ajudará a superar essa barreira e mudará nossas conexões neurais, nos ajudando a consolidar um novo aprendizado que se conectará com os inúmeros conhecimentos que já possuímos. 

Grande parte do que queremos fazer, nós podemos fazer, pois o que nos impede de aprender algo novo não é algo intelectual, racional, mas emocional... o medo!


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Medo de nos sentir estúpidos, pouco inteligentes, sem habilidade, absolutamente incompetentes!

A vida é uma grande jornada de aprendizados e evolução contínua! É a nossa curiosidade e nossa vontade de aprender que nos transforma em seres humanos cada vez melhores.
Expanda seus horizontes, conheça pessoas e lugares novos (ainda que temporariamente confinados, isso passará), busque conhecimento.

Você está em movimento ou estagnado? Quais os resultados que têm obtido nas diversas dimensões da sua vida, espiritual, emocional, financeira, afetiva, psicológica e etc?

O melhor momento é agora. AJA AGORA, para que no futuro você não se arrependa do que poderia ter feito. Não pense que é tarde demais, que você está velho demais, que é pobre demais, que ninguém te compreende, que a pandemia te impede, que o governo é ruim, que você não é capaz... isso tudo são historinhas que a gente conta para ficar no mesmo lugar.

Pesquisei a autoria desta frase, mas não encontrei. Creio que ela se aplique bem ao contexto: “Seja mais forte que sua melhor desculpa”. 

Até breve!

Cristina Vassalli
Life Coach
Coaching de Vida e Carreira





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