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Brincadeiras de mau gosto viram moda e podem até matar

Por Natália Oliveira e Wallace Graciano | Geral - 12/02/2020 - 11:17 | Atualizado: 12/02/2020 - 12:37

Em uma das pegadinhas, alunos dão rasteira na vítima que cai de costas e, na outra, uma adolescente chegou a morrer no Rio Grande do Norte.


Jornal O Tempo/Reprodução
Com a recente volta às aulas, duas "brincadeiras" de mau gosto nas escolas chamam a atenção e deixam os pais em alerta. Os vídeos mais recentes que circulam nas redes sociais mostram estudantes adolescentes derrubando os outros colegas de costas, com uma rasteira. A "brincadeira", segundo especialistas, pode causar lesões, desmaios, traumatismos cranianos e levar até mesmo à morte.

A outra "brincadeira" é de novembro do ano passado e voltou a circular agora nas redes sociais. Ela ficou conhecida como "roleta humana". Nela, a pessoa é girada como uma roleta e bate a cabeça no chão. Uma estudante de 16 anos do Rio Grande do Norte morreu nesse desafio em novembro do ano passado.  

Rasteira 

Em um dos vídeos mais recentes, duas meninas dão um pulo e incentivam uma colega, que fica no meio, a pular depois. Quando a terceira aluna dá o pulo sozinha, as outras duas que já pularam a derrubam, chutando cada um dos seus pés, dando uma rasteira. A vítima fica sem defesa e cai totalmente de costas. Em todos os vídeos os estudantes que provocam a queda riem bastante. 

Veja as imagens:

"Brincadeira" pode matar 

Para especialistas a brincadeira não tem nada de engraçado e pode causar lesões muito graves. "Fiquei chocado com esse tipo de 'brincadeira'. São bem diferentes das brincadeiras da minha época de infância. Não tem nada de sadio e o risco de traumatismo cranioencefálico (TCE) é imenso, pois os participantes caem no solo com choque direto da parte posterior do crânio sem chances de defesa ou reação. Seguramente, os riscos de lesões no crânio são imensas", alerta o ortopedista Octacílio da Matta. 


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Para o ortopedista, a chance de morte é alta. "A consequência mais severa seria a morte por traumatismo cranioencefálico. As lesões no traumatismo cranioencefálico variam de acordo com as áreas atingidas, podendo ficar sequelas, tais como dificuldade para caminhar, falar, enxergar e ouvir, além de trazer dificuldades para movimento com os membros superiores e inferiores". 

Fonte: Jornal O Tempo



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