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Alcoólicos Anônimos comemoram 27 anos do Grupo 5ª Residência em Leopoldina

Por Júlio Cesar Martins | Cidade - 05/05/2019 - 19:53 | Atualizado: 13/05/2019 - 23:03

Mais de cem pessoas prestigiaram a reunião comemorativa realizada no sábado, 4 de maio, que contou com palestrantes de Ouro Preto e Laranjal. 


O Grupo 5ª Residência de Alcoólicos Anônimos (A. A.), localizado na Rua Allan Kardec, 148 – Bairro 5ª Residência, comemorou no sábado, 4 de maio, seu 27º aniversário de formação. A Reunião de Informação ao público, realizada às 19h00 na sede da entidade, foi prestigiada por mais de cem pessoas. Três palestras foram proferidas durante a reunião, a primeira delas pelo psicólogo clínico Michel Costa Tiago, de Laranjal, com o tema “O alcoolismo e seus comprometimentos à saúde mental e aos relacionamentos interpessoais”. Em seguida a Senhora Rogéria, de Ouro Preto, palestrou sobre o tema "Um tributo a Lois Wilson (Co-Fundadora dos Grupos Familiares Al-Anon). Encerrando a reunião o membro de A. A., Marcos P., esposo de Rogéria, palestrou sobre "A História de Alcoólicos Anônimos". 

Representantes de outros Grupos de Alcoólicos Anônimos da cidade prestigiaram o Grupo aniversariante. Também participaram do evento visitantes de Ouro Preto, Laranjal, Palma, Santana de Cataguases, dentre outras localidades.

Em entrevista concedida ao Jornal O Vigilante Online, os três palestrantes falaram sobre o A. A. e a comemoração dos 27 anos do Grupo 5ª Residência. De acordo com o psicólogo Michel Tiago, "numa perspectiva de dinâmica de grupo, os grupos de apoio do A. A. são indispensáveis para a recuperação do alcoólico, do etilista. Não apenas para a cidade de Leopoldina, mas para a região e até para os próprios integrantes do grupo, para a família, é de uma importância tremenda. Só quem viveu a realidade do alcoolismo sabe a importância da sobriedade. E momentos como esse são de muita celebração e de muita alegria", considerou. 


O empresário Marcos P., 64 anos, contou ao jornal que entrou para a irmandade em 1993. Ele já representou o Brasil como delegado do A. A. em reuniões realizadas em outros países. Em relação ao Grupo 5ª Residência de A. A., disse que "um grupo ficar de portas abertas por 27 anos é sempre significativo, principalmente em se tratando de Alcoólicos Anônimos, que não tem doação de fora. Então, a manutenção é feita por nós mesmos, membros de Alcoólicos Anônimos. É o trabalho de cada um, é um dia de cada vez que vai mantendo essa porta aberta para aquele que ainda sofre", argumentou. Solicitado a deixar uma mensagem ao público, Marcos P. declarou: "Para quem desconfia que pode ter esse problema com a doença do Alcoolismo, o que é difícil de ser definido, eu convido a frequência a pelo menos uma reunião no grupo. O fato de frequentar o grupo de alcoólicos anônimos não quer dizer que a pessoa é membro, é só pra tirar a dúvida, entender o que é alcoólicos anônimos, isso é muito importante. E para aqueles que não têm problema com alcoolismo, também buscar o grupo e aproximar dele, porque nós precisamos muito desses não alcoólicos para nos ajudarem a transmitir a mensagem para aquele que precisa", declarou. Concluindo, Marcos P. destacou: "Desde o princípio a imprensa nos apoiou e aqui não é diferente."

Os palestrantes da noite: De Ouro Preto o casal Marcos P., membro de A. A. e Rogéria, amiga de A. A.. De Laranjal o psicólogo clínico Michel Costa Tiago. (Em respeito ao anonimato da irmandade, o membro de A. A., Marcos P., não terá seu rosto exibido na foto). 

A Sra. Rogéria, esposa de Marcos P., revelou quando ela percebeu que precisaria se envolver na causa de A. A. "O meu alcoólico que fez eu ter o conhecimento de Al-Anon (programa para familiares e amigos de alcoólicos), porque até então eu não sabia que existia A. A. e nem Al-Anon. Como ele conheceu A. A. primeiro e posteriormente o Al-Anon através dos livros, ele começou a chegar em casa com os livros, com mensagens e mostrar que existia uma irmandade paralela ao A. A. que poderia me ajudar, porque até então eu não achava que eu precisava de ajuda, que ele sendo ajudado já estava de bom tamanho. Até hoje as mulheres acham que não precisam de irmandade, não precisam de tratamento, e quem precisa é o alcoólico. E hoje em dia também as mulheres estão bebendo muito, junto. Está muito complicado", explicou. Sobre os 27 anos do Grupo 5ª Residência, Rogéria considera de grande importância. "Há muitos lá fora precisando de ajuda. Eu sou familiar de alcoólico, com marido alcoólico, pai era alcoólico e perdi um irmão pelo álcool, ele morreu de tanto beber. Muitos que estão nessa situação poderiam ser ajudados. A Casa está de parabéns", concluiu. 


Mais cedo, no Programa Jornalismo O Vigilante no Rádio, levado ao ar de 10h00 às 12h00 através da Rádio Cidade Leopoldina FM 104,3, o membro de A. A., Jorge, falou sobre os 27 anos do Grupo 5ª Residência e compartilhou com o público a importância do trabalho desenvolvido pela irmandade. 

O Grupo 5ª Residência de Alcoólicos Anônimos tem reuniões às segundas, quartas e sábados às 19h00.

Fonte: Jornal O Vigilante Online




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